Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006

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Tinha acordado para um mundo novo. Da janela da minha nave conseguia ver a estrela Atriphen ao longe. Sei que ainda faltavam uns dias para chegar, mas não desanimava. Felizmente o meu robot preferido tinha vindo comigo. Saay  era o nome dele.

Os novos robots não prestavam, eram demasiado perfeitos. Gosto dum robot com falhas, abri-lo e modifica-lo era um desafio. O Saay estava comigo desde os meus 13 anos. Os meus pais morreram em 2094, sentia-me só, mas não tão só quando o Saay estava comigo. Era uma companhia. O aspecto quase humano e as suas conversas programadas por antigos técnicos pouco habilitados a filosofar, deixavam um sabor quase humano ao meu robot.

Mas olhando outra vez pela janela, penso quase que ritmadamente no tempo que já passou. Já lá vão 45 dias que sai da Terra. Enviaram-me numa missão de descobrimento, não de novos planetas que esses já todos são conhecidos, mas de seres vivos ( ou não vivos) que nos permitam curar o nosso mal.

Muitos habitantes de outros planetas nunca tinham ouvido falar de nós, talvez por estarmos ainda afastados do centro da galáxia ou por sermos novos no Universo.

Não conseguem explicar porque vivemos em desarmonia. Acham estranho porque todos os animais e plantas se equilibram na Terra e nós não. Como se fossemos um bicho não terráqueo plantado no planeta azul por acidente.

- Que foi isto? - viu-se algo na silenciosa escuridão do espaço. Eu olho para os visores e não se detecta nada - Saay , tenta activar os motores laterais para acelerar .

Nada, o espaço parecia dormir. De repente algo volta a passar na janela, desta vez na segunda lateral esquerda. Com certeza passou por baixo do tecto da nave, pensei. Não é possível não ter detectado.

Num instante é lançado uma mensagem no pequeno visor de Saay   uma espécie de sinal binário. Mas porque raio enviaram para o computador de Saay e não para a Nave?

Ao tentar ler, recordo dos ensinamentos das aulas de Computadores Visuais. Ler os digitos sem procurar informação, primeiro uma lógica. Que lógica neste Chinês arcaico?  Mas felizmente Saay podia dar uma valiosa ajuda. Conhecia praticamente as linguagens todas do Universo.

Quando olho para o visor de Saay aparece a seguinte inscrição: "O planeta Ronn não vos dá permissão para atravessar. Recuem."

- Não posso fazer isso. Tenho uma missão a cumprir.

Continua...

 

publicado por buxi às 18:39
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1 comentário:
De LadyArwen a 16 de Maio de 2007 às 14:22
Olá! Tenho visto os teus blogs, gosto muito! Adoro gatos e ficção científica hehe. obrigado por visitares o meu blog.beijinhos

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