Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

9

- Sei que são uma espécie que destrói o próprio planeta. Sempre achei isso estranho. Não têm amor próprio pelo lugar onde vivem?

- Pois, realmente é uma questão séria. É precisamente por isso que andamos a viajar. Vamos em busca de uma resposta para a nossa espécie .- Disse-lhe olhando nos olhos.

De súbito , começou a aparecer luz vinda da abertura no tecto.

- Vamos, temos de subir novamente. Estão com sorte, uma das portas abriu-se. Possivelmente o guardião não vos interpretou como ladrões.

O Roonon foi em frente, sempre com seus pequenos, mas rápidos passos. Pelos vistos eram bastante ágeis. Eu e o Saay fomos atrás. Subimos a escada e saímos por essa porta. Bastante misteriosa, a luz parecia ter perfurado a parede negra.

Quando saímos , a paisagem tinha-se alterado completamente. Como se tivéssemos viajado sem sair do lugar.

- Não se preocupe. É o guardião que nos transporta para outro local. Normalmente é aleatório, mas conheço bem a zona. Não há problema - respondeu descontraído .

- Temos de consertar a nossa nave. Onde podemos tratar disso? - perguntei preocupado.

- Eu conheço um bom técnico que vos poderá ajudar. Vou levar-vos até ele.

A zona onde estávamos era ladeada de grandes pedras. Percorremos durante bastante tempo este caminho até chegarmos a um porto. Não se viam muitos habitantes. Com certeza esta ilha tinha pouca gente, principalmente com o guardião não haveria muitos roonons a arriscarem-se.

Pelo que me apercebi, Liato estava a tentar convencer um roonon no porto a deixar-nos passar. Existia uma espécie de barcaça fechada que nos levaria por baixo de água. Possivelmente para outra ilha ou continente. Deviam existir túneis subaquáticos , semelhantes às estradas marítimas  no planeta Terra.

Em pouco tempo Liato conseguiu o seu intento. O Saay entrou a algum custo, pois o compartimento não era dos maiores, foi feito à medida dos seres deste planeta. Eu agachei-me e consegui encaixar-me. A barcaça tinha janelas por onde se via todo o mundo aquático . Pelo que vi existiam muitas construções. Possivelmente viviam muitos habitantes nesta zona, talvez devido às altas temperaturas e o mar conseguiria diminuir o calor.

- Temos a maioria das casas aqui - disse o pequeno roonon .- As culturas da planta  Voidersis são muito sensíveis ao ruido, tens de estar isoladas. Qualquer excesso de som pode prejudicar a colheita.

Começava a entender o porquê da segurança apertada que os guardas de Roon me tinham sujeitado.

continua...

publicado por buxi às 20:56
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Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

8

- Chamo-me Liato , temos de vir para a parte subterrânea , ele ai não consegue entrar.

-Ok, obrigada por nos salvar. Porque é que este castelo se mantém invisivel ? - Perguntei

- Assim mais facilmente  Sult , o guardião, apanha os invasores do campo. É ele quem tem o poder da ocultação. Torna as moléculas de qualquer matéria invisíveis quando quer. Mas ele é muito esperto, deixa sempre as colunatas a mostra para atrair as presas...

- Estás a falar das duas rochas calculo?

- Sim...- respondeu-me acenando com a cabeça.

- Fantástico. Conseguiu mesmo iludir o radar de Saay ! - exclamei espantado.

À nossa frente encontravam-se umas escadas que davam para um tunel ainda mais negro. Seguíamos os passos do pequeno Liato ,sem ter outra hipótese . Era o único ser que confiávamos naquele momento.

- Já te encontras aqui há muito tempo?

- Não há muito. O Sult deixa-me aqui durante cinco dias. Depois abrem-se portas misteriosas para sair.

- Cinco dias não é grande pena - Afirmei descansado

- Não porque desta vez só tirei um quilo de cereal. Era para levar a minha família , ela precisa muito...Vocês estão com sorte. Hoje deve-se abrir uma porta. Espero. Vocês roubaram algum cereal? - perguntou olhando com ar de cumplicidade

- Não, aterramos de emergência neste planeta.

- Pois calculei... nunca tinha visto um dos vossos. São de que planeta?

- Terra... - respondi olhando para Liato em busca de uma expressão.

- Já ouvi falar, um planeta estranho.

- Que sabes de nós?  Perguntei curioso.

continua...

publicado por buxi às 20:19
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007

7

Fiquei com Saay a observar o interior desse suposto lugar guardado por rochas altas. Nada se avistava, mas o radar de Saay continuava a dar sinal de uma vida. Olhei para trás e reparei que os vultos, supostos habitantes de Roon aproximavam-se cada vez mais rápido .

- Saay , entra. Vamos ver o que nos espera do lado de dentro deste lugar.

Subi outra vez para a plataforma e voamos baixo. Ainda não tínhamos entrado quando achei este lugar um tanto ou quanto estranho. Pois tinha duas rochas altas, mas por dentro continuava igual, só uma espécie de prado verde sem qualquer parede como seria de esperar.

Entramos e quando passamos as rochas em cerca de 5 metros, ouviu-se um respirar ofegante.

- Que será isto?

Não se via nada. O prado verde continuava a ser a única vista que os meus olhos alcançavam. Mas Saay continuava a detectar uma forma de vida. Seria de baixo da terra? Também não via nenhuma entrada subterrânea . Não podia ser.

Em pouco tempo senti o ambiente a ficar húmido , como de vapor se tratasse. Foi quando olhei para a entrada entre as rochas e vi os pequenos Roonons ( habitantes de Roon ) assustados. Não entravam porquê? Algo de misterioso se passava, ainda por cima vinham com armas. As armas destes seres eram pequenas bolas que quando lançadas deitavam raios de diamante quando lançados ao inimigo. Não eram mortíferos , mas faziam com que o oponente ficasse paralisado .

Em pouco tempo apercebi-me do que se estava a passar. Ao lado das rochas começaram a formar-se paredes, como de uma muralha escondida que antes estivera invisível . Ouvi outra vez um respirar e ao mesmo tempo um sinal de alarme no radar de Saay . Alguma coisa estava muito próxima de nós. Os Roonons recuaram alguns passos da entrada. Quando me virei para além de ver todo um género de castelo agora visível a aparecer, também surgia um enorme monstro viscoso  com um formato semelhante a um escaravelho mas pele semelhante ao de uma cobra. Fiquei sem reacção a olhar para ele, quando se preparava para me atacar com a sua garra direita. Saay , num só ápice ligou os seus jactos e salvou-me num minuto. Entramos por uma porta que dava acesso a um túnel bastante escuro. Ninguém acreditaria que há segundos atrás isto estaria invisível !

- Obrigada por me salvares a vida Saay ! Fico-te a dever uma! Liga o teu radar, consegues detectar alguma saída ? - perguntei

- Não - afirma Saay - Mas estou a detectar outra forma de vida.

Fiquei a pensar, será que o facto de este castelo estar oculto também bloqueava as procuras do radar de Saay ? É possível .

O tunel onde nos encontrávamos tinha-se bifurcado.

- Vamos pela direita - decidi.

Saay deu mais um impulso nos jactos e continuamos pelo túnel . Parece que o monstro não nos tinha seguido...

Vimos alguém sentado numa clareira. Paramos um pouco para ver quem seria. Estava bastante escuro, pouco se via. Do interpretador do meu robot saiu a seguinte frase - Não tenham medo, sou um Roonon .

- Que fazes aqui? Perguntei intrigado.

- Estou a cumprir uma pena por ter invadido estes campos - respondeu o pequeno Roonon , agarrando-se as suas pernas num canto sentado.

- Campos da tal bebida valiosa?

- Não, isto são campos do cereal para nos alimentarmos. Esses campos que falas são do outro lado do planeta. Apenas procurava comida para sustentar a minha família . Mas o guardião prendeu-me.

- Falas do monstro certo?

- Sim. Mas temos de nos esconder, em breve vai aparecer nesta zona. Venham comigo.

Continua..

 

 

 

publicado por buxi às 16:27
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Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2007

6

Começava a ver um terreno verde pouco acidentado e pensava para comigo que com sorte ainda mantinha a nave inteira. O Saay, coitado, continuava desligado. Puxei os travões traseiros com toda a força, accionando os amortecedores para o embate não ser catastrófico.

Após alguns solavancos consegui finalmente aterrar. Pelo que me pareceu neste planeta não existem árvores, só plantas rasteiras. Sempre serviram de pista de aterragem. A nave, já parada, começava a deitar um fumo estranho que entrava pela cabine a dentro, tornando o ar quase irrespirável

- Tenho de sair daqui imediatamente. Vou levar apenas ferramentas e o Saay .

Abro a porta lateral direita e a algum custo levo o meu pesado amigo. A rampa de descida ficara um pouco empenada, mas consegui sair. Quando já estava no solo, puxei por último Saay . Notei que a temperatura era realmente alta. Felizmente trouxera um comprimido extremamente útil para este problemas. O Sol no planeta Terra levara-nos a inventar este triste mas necessário remédio.

Mesmo assim dirigi-me para a parte inferior da nave, assim conseguia manter-me à sombra. Ainda estive um tempo a abrir o cérebro de Saay .

- Pronto. Estas de volta a vida amigo.

- Olá Pedro! - responde-me Saay .

- Nem sonhas a falta que me fazes...- pensei comovido - Mas temos de ver onde nos metemos. Precisamos de sair deste planeta e para isso concertar a nave.

Quando começava a admirar os longo horizonte verde, reparei que vultos pequenos corriam na nossa direcção.  Traziam armas, não era bom sinal.

- Saay , está na hora de me ajudares. Liga os teus jactos e vamos para outro lugar.

Subi para a plataforma que saia dos pés de Saay e de seguida começamos a voar.

- Para Oeste Saay , rápido!

Consegui ver do alto a quantidade de plantas verdes, pareciam uma espécie de relva alta. Olhei em meu redor, mas tudo parecia verde. Só ao fundo via duas rochas rectangulares como se marcassem a entrada de um castelo medieval.

Enquanto voava liguei o detector de formas de vida de Saay . Indicava-me apenas uma.

- Estranho - pensei - Umas rochas tão altas a proteger um local com um habitante?

Segui o trajecto até a essa entrada, ordenando a Saay que descesse uns metros antes. Não queria dar nas vistas

continua...

publicado por buxi às 23:54
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